terça-feira, 14 de julho de 2020

Marketing Estratégico: A alma do seu negócio é muito maior que as mídias digitais


É necessário compreender o setor de Marketing como a ponte entre a sua empresa e o mercado em suas diversas aplicações




Não é novidade que a expansão digital intensificada a partir dos anos 2000 trouxe inúmeros impactos negativos para a nossa sociedade. Um deles, tão nocivo principalmente para as pequenas empresas, é a banalização da área de Marketing – coração de todo e qualquer negócio. Não é incomum para nós, consultores da WBR, encontrar pessoas que acreditam que a área citada baseia-se rasamente em um trabalho constante de postagens realizadas por meio das mídias sociais. Sem desmerecer a atuação digital em uma época na qual empresas disputam ferrenhamente a atenção de seus clientes dentro do Instagram, Facebook, LinkedIn, entre outras redes, porém, Marketing é muito mais abrangente e belo do que isto.

                Sendo você, leitor, um(a) emprendedor(a), não tenho dúvidas de que aplica ações de marketing, ainda que sem saber, durante todos os dias de sua rotina de trabalho. Levando isso em consideração, é totalmente necessário aprofundar nesta área, visto que executar sem ter o apoio metodológico reduz a amplitude de resultados que você tem capacidade de gerar com uma ação estratégica embasada. Abordaremos nesse artigo, alguns pontos relevantes dentro da área que possam te apoiar no planejamento e execução dessas ações.

Marketing é o setor que faz a conexão entre o mercado e a empresa, sendo assim, é responsável por:

·         Identificar e analisar o público alvo a ser atingido;
·         Moldar os produtos e serviços a serem entregues aos clientes levando em conta a atuação dos concorrentes;
·         Planejar e executar campanhas de divulgação dos produtos e serviços;
·         Medir e analisar a aceitação e a relevância dos produtos e serviços ofertados ao mercado e;
·         Apontar as alterações necessárias nos produtos e serviços a partir das análises de desempenho dentro do mercado.

Neste ponto conseguimos começar a compreender o motivo da caracterização deste setor como o coração dos negócios, uma empresa apenas consegue ser sustentável caso haja demanda por aquilo que ela produz, e é exatamente esta a função de Marketing: entender e analisar os comportamentos de seu público alvo para que a empresa esteja apta a oferecer a ele, da melhor maneira possível, sua proposta de valor no formato de serviços e produtos.

Paralelo a este trabalho de marketing voltado à sua oferta, o setor concentra esforços também em tornar a sua marca (o seu nome) mais relevante dentro do mercado, em suma, o objetivo é basicamente o mesmo até porque, uma marca relevante dentro do mercado vende mais, porém o investimento em marca, no geral, é mais profundo. Ele envolve toda a identidade visual de sua empresa, seus atributos e valores, sua missão dentro da sociedade, seu posicionamento, seu slogan, seus parceiros, seus símbolos, enfim todo e qualquer tipo de aspecto que irá influenciar a percepção de uma pessoa ao entrar em contato com a marca. Quando uma empresa tem o intuito de desenvolver fortemente o seu nome é criada uma Plataforma de Marca que considera todos os aspectos acima a fim de guiar a sua comunicação.

Complexo não? Porém, não é necessário aprofundar tanto no assunto para iniciar uma jornada dentro do Marketing Estratégico.  Um passo inicial extremamente importante é analisar como o Mix de Marketing (difundida metodologia criada por Neil Borden) é aplicado em sua empresa. Para isso, basta refletir com algumas questões sobre os 4 pontos citados abaixo:

·         Produto: Qual é a percepção do consumidor sobre o seu produto? Qual o sentimento gerado pelo consumidor ao entrar em contato com o seu produto? Quais as diferentes variações do seu produto? Como, quando e onde ele pode ser utilizado? Ele é atrativo para quem compra? Qual(is) necessidade(s) ele busca satisfazer em relação ao seu consumidor? Como ele se diferencia dos outros produtos oferecidos pelo mercado?
·         Preço: Como você precifica o seu produto? Como está o seu preço em relação aos concorrentes que oferecem o mesmo produto ou similares? O quanto seus consumidores estão dispostos a pagar por seus produtos? Qual a percepção dos seus consumidores em relação ao preço (barato, caro, justo)? Qual o preço limite você pode empregar para manter a sua sustentabilidade financeira? Existem segmentos do seu público que podem ser beneficiados por meio de descontos em relação ao consumo frequente?
·         Praça: Este ponto sofreu um pouco com a tradução para o português, então é menos compreendido. Uma melhor denominação seria algo semelhante à distribuição: Onde os consumidores procuram por seu produto? Quais são seus pontos de vendas físicos? Onde o consumidor pode encontrar os seus produtos? O quanto à localização do seu negócio impacta na percepção do seu produto?
·         Promoção: Ponto que mais se assemelha ao conceito de “distorcido” de marketing, ele aborda a divulgação, não da ideia de liquidação: Quais são os seus principais canais de comunicação? Por onde você tem o maior potencial de estreitar seu relacionamento com clientes? Como seus concorrentes divulgam seus serviços e o quanto essa divulgação influencia nas vendas de sua empresa? Quais as estratégias de divulgação empregadas por você para atrair mais clientes?

*Caso o seu negócio seja baseado na oferta de serviços, basta ajustar as perguntas à sua realidade.

A partir desta análise, é possível identificar algumas falhas nos seus processos e ajustá-las com o tempo.   Vale ressaltar a quantidade de perguntas que só possuem respostas a partir de uma conversa com os seus clientes, e é realmente este o ponto chave, identificar que eles pensam sobre o seu produto e o que eles pensam sobre a sua empresa, afinal, são eles que irão comprar.

Este foi um breve resumo de alguns pontos desta extensa e tão bela área. Recomendo que leiam frequentemente sobre ela a fim de entender os diferentes tipos de marketing e o seu poder dentro das organizações. Um grande autor, que possui obras muito completas chama-se Philip Kotler, seus diferentes livros constituem parte considerável do que entende-se por marketing nos dias atuais. Nas mídias sociais da WBR abordamos sempre este tema que além de ser uma de nossas áreas de atuação, também é muito admirada por nossa equipe.

Autor: Miguel Gouveia Garcia 
Revisão: Luciano Menezes Zákhia Júnior

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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Parcerias estratégicas: uma fonte sustentável de vantagem competitiva


Em um ambiente de mercado cada vez mais competitivo, como ter vantagem à frente de concorrentes utilizando parcerias-chave que proporcionam uma relação ganha-ganha.





Se antes já era perceptível a importância de se inter-relacionar com empresas que possibilitavam ações estratégicas, no contexto atual, esse meio de buscar vantagem competitiva se torna ainda mais relevante e, em alguns casos, até fator decisivo para a continuidade do negócio. Uma relação de parceria, apesar de ser iniciada por aspectos compartilhados, tem como princípio essencial de sucesso a condição de ser positiva para ambos os lados, estabelecendo o princípio do ganha-ganha, onde a combinação de suas forças sejam potencializadas ou fraquezas bloqueadas no mesmo grau de intensidade entre os parceiros.


Primeiro Passo


O passo inicial é a identificação de uma necessidade ou oportunidade compartilhada por duas ou mais empresas que podem se complementar em diferentes âmbitos de atuação. Os resultados deste laço estabelecido podem ser direcionados à redução de custos e despesas, aumento da produtividade, melhoria nas condições e formas de pagamento com fornecedores, ganhos em popularidade da marca, maior percepção de valor do produto ofertado, dentre inúmeros outros benefícios.

Para conseguir avaliar e enxergar essas oportunidades de parceria mostra-se importante a boa comunicação e relacionamento interpessoal do empreendedor, a busca pelo conhecimento e a participação de eventos organizados por instituições como o SEBRAE, associações comerciais locais, universidades, agências de consultoria e demais organizações que estimulam o crescimento do empreendedorismo e abrem espaço para o benchmarking. Na perspectiva atual, com a incidência da COVID-19, essas organizações estão investindo cada vez mais em plataformas online que buscam, sem ser necessariamente em um espaço físico, proporcionar conteúdo de qualidade para o público, promovendo a integração de pessoas engajadas em seus negócios. 

Exemplo Prático


Para ilustrar na prática o quanto esta estratégia pode construir benefícios em diferentes cenários, vou citar um projeto que coordenei há poucos anos atrás e que foi viabilizado em sua totalidade por parcerias e depois, exlicarei como trazer este exemplo para a prática no cenário atual: 

Enquanto Diretor Presidente da UFLA Júnior Consultoria Administrativa, hoje, uma das parceiras da WBR. Esse projeto era um sonho antigo da empresa júnior da UFLA que buscava desenvolver um evento de médio porte que aproximasse os empresários de Lavras e região através de uma plataforma interativa e que proporcionasse aprendizado e possibilidade de networking entre os participantes. O principal desafio era viabilizar um evento impactante sem ter que realizar um grande esforço financeiro, para não prejudicar o caixa da empresa e em contrapartida não cobrar um valor alto pelo convite, garantindo sua atratividade. 

A solução foi desenvolver um plano de parcerias estratégico que promovesse o evento e que envolvesse parceiros com atuações complementares. Dessa forma, em 2017 foi realizado o 1º Café Empresarial, evento 100% sem custos para a UFLA Júnior que teve a presença de mais de 70 empresários no Serema Palace Hotel, com um delicioso e diferenciado coffee break e um corpo de palestrantes composto por Professores Doutores da UFLA e especialistas em negócios. E como foi possível ter sucesso com o evento? 

Nossa equipe entrou em contato com empresas referência nas áreas que precisávamos investir para operacionalizar o evento, agendamos reuniões e desenvolvemos propostas de parcerias que detalhavam, claramente, quais eram as nossas necessidades para com o parceiro e quais seriam os principais benefícios que iríamos fornecer em contrapartida ao apoio prestado, de maneira simples e objetiva. Com negociação e flexibilidade com todos os parceiros, chegamos a um denominador comum: produzir um evento que agregaria valor às marcas de todos os parceiros, sem ter necessidade de investir valores altos, mas sim com cada parceiro disponibilizando seus produtos ou serviços aos participantes. 

No cenário atual, podemos observar um nicho de mercado se expandindo na área de eventos. As famosas lives ao vivo estão conquistando cada vez mais a notoriedade do público, o que permite um espaço para que você possa divulgar sua marca, seu produto e também seus diferenciais de mercado, ou seja, o que você entrega de valor ao seu cliente que seu concorrente não consegue entregar. No exemplo citado acima, os custos para desenvolver um evento eram superiores pois demandavam uma logística e infraestrutura mais complexa. Com essa nova plataforma, além de reduzir custos com local físico para comportar uma quantidade determinada de pessoas, você tem um poder de alcance ainda maior, visto que o seu cliente intermediário ou final, terá a possibilidade de, na comodidade de sua casa, ter a opção de buscar entretenimento e conteúdo, além de claro, ter exposta a sua estratégia de marketing. A questão é: parcerias nos ajudam também na adaptação às novas condições de mercado, sejam elas adversas ou positivas. 

Efetivando parcerias estratégicas, você pode conquistar espaços de mercado que antes não eram possíveis de atingir, comunicando melhor sua marca e seus produtos. Nossos consultores da WBR já promoveram grandes parcerias que efetivamente construíram resultados em diferentes empresas no Brasil. Hoje, nosso foco de atuação se concentra em Lavras, uma cidade que possui empreendedores arrojados e visionários. Nosso objetivo é desenvolver plataformas para que eles se conectem e consigam evoluir com as oportunidades do mercado. Com todos os clientes que trabalhamos, demonstramos a importância das parcerias com números e fatos comprovados, além de pesquisar e identificar possibilidades de atuação em conjunto entre nossos clientes e parceiros. 

Você tem ideias de parcerias estratégicas, mas não sabe como viabilizá-las? Entre em contato conosco e vamos bater um papo sobre negócios!


Autor: Luciano Menezes Zákhia Júnior
Revisão: Miguel Gouveia Garcia 

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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Qual é a capacidade produtiva da sua empresa?


Entenda o porquê devemos conhecer nossa capacidade produtiva e o quanto ela é importante dentro do seu negócio.






O conceito de capacidade produtiva está relacionado à quantidade máxima de produtos ou serviços que sua empresa é capaz de produzir, com os recursos que tem disponíveis, dentro de um espaço de tempo determinado. Como exemplo, podemos citar o volume de peças de roupas que um alfaiate consegue produzir dentro de uma semana, considerando critérios como: quantidade e tipos de tecidos disponíveis, quantidade e qualidade da mão de obra e disponibilidade de ferramentas e tecnologia em maquinário. É valido ressaltar que, a cada modelo de negócio, são analisadas e levadas em consideração as particularidades e complexidades de cálculo que envolvem o ramo de atuação da empresa.

A capacidade produtiva é muito utilizada dentro das empresas como uma forma de integração entre departamentos, mesmo que independentes. O entendimento da capacidade proporciona um planejamento mais assertivo entre recursos humanos, produção, financeiro, comercial, dentre outros. Desta forma, o setor comercial é capaz de definir o quanto ele pode vender, o financeiro consegue projetar quanto recurso irá receber e quanto recurso poderá disponibilizar e, por fim, o departamento produtivo saberá o quanto ele deve produzir.

Quando se fala em capacidade produtiva, normalmente nos vem à cabeça a seguinte análise: “Quanto maior a minha capacidade produtiva, melhor”, porém, nem sempre esta afirmativa é a melhor das opções. O que devemos entender é que a capacidade produtiva deve ser diretamente ligada à demanda sobre o seu produto. Vejamos um exemplo, um marceneiro especializado em mesas para ambiente externo possui uma capacidade produtiva de 15 mesas por mês, porém, de acordo com seu histórico de vendas a sua demanda é de 12 mesas por mês, contudo podemos dizer que este marceneiro não esta sendo eficiente no seu negócio. 

Vamos analisar as possíveis situações:

Primeiro Cenário:

No primeiro cenário o construtor trabalha com a sua capacidade produtiva máxima, ou seja, 15 mesas produzidas dentro do mês, neste momento ele estará produzindo uma quantidade maior que sua demanda, gerando um custo de estoque considerável para seu negócio, o que acarreta em uma ineficiência produtiva. 

Segundo Cenário:

Agora, vamos avaliar o segundo cenário, no qual, o mesmo marceneiro produz uma quantidade coerente com a sua demanda de mercado, nesta situação ele estará vendendo toda a sua produção, porém estará com uma ocupação fabril menor do que sua capacidade disponível o que também causará uma ineficiência produtiva, porém, no segundo cenário conseguimos enxergar uma oportunidade de negócio, como ainda existe uma capacidade produtiva a ser ocupada podemos pensar em diversificar o negócio, como, por exemplo, criar um novo produto que pode ser vendido juntamente com a mesa produzida. Como podemos observar, estes dois cenários impactam em fatores internos da empresa, ou seja, são fatores pelos quais temos controle sobre, existindo a oportunidade de revertê-los, causando o menor impacto possível.


Por outro lado,  a situação contraria também pode ocorrer. Seu negócio pode apresentar uma demanda maior do que a sua capacidade produtiva. Neste cenário os fatores que estarão sendo afetados serão os externos, ou seja, fatores pelos quais nem sempre temos controle. A percepção do cliente sobre o seu negócio estará em evidência através de atrasos, cancelamento de compra de produtos e serviços e da redução de qualidade, o que diminuirá a credibilidade da sua marca perante o mercado.

A busca pela harmonia entre a capacidade produtiva e demanda deve ser constante, considerando que a velocidade de fatores externos é relativamente maior do que a mudança dos fatores internos.

O intuito deste artigo foi de aproximar você ao tema e instigar seu olhar crítico sobre o seu negócio. Portanto, fica uma questão: Você conhece a sua capacidade produtiva?

Nós, da WBR, podemos ajudar você e a sua empresa a entender a sua capacidade produtiva, além de o(a) auxiliar nas melhores tomadas de decisão. Caso haja interesse, entre em contato conosco.

Autor: Fabiano Nahid Duarte
Revisão: Miguel Gouveia Garcia

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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Profissionalize seu negócio com ferramentas consagradas em multinacionais


PRÁTICAS ADMINISTRATIVAS DE MULTINACIONAIS QUE PODEM SER APLICADAS NO SEU NEGÓCIO DE MANEIRA PERSONALIZADA 





A disparidade no poder econômico das grandes corporações em relação às micro e pequenas empresas é evidente quando avaliamos os números. Apesar das organizações com receita bruta igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 corresponderem a 98,5% da quantidade de empresas privadas do país e serem responsáveis por 54% do total de empregos formais existentes, quando comparadas individualmente com as multinacionais a diferença da capacidade de investimento é exorbitante. As bilionárias saltam na frente ao reter os maiores talentos do mercado e contratar consultorias especializadas em gestão para alavancar seus resultados e conquistarem vantagem competitiva frente aos seus concorrentes.

E como as micro e pequenas empresas podem equilibrar o jogo?

Com muito conhecimento e criatividade para não se limitarem a apenas replicar os métodos avançados de gestão utilizados nas gigantes, mas buscar implementá-los de maneira personalizada, realizando adaptações para sua realidade. São inúmeras as ferramentas e práticas de gestão do mercado, dessa forma cabe ao gestor do negócio avaliar qual ou quais áreas são prioritárias no momento para canalizar toda energia e foco em resolver problemas e desenvolver vantagens competitivas.

Se o primeiro passo é avaliar quais são as prioridades de melhoria, qual ferramenta pode me auxiliar a realizar essa priorização?

Sobre ferramentas de gestão, nós consultores da WBR, após uma vivência empresarial forte em multinacionais do setor alimentício e automobilístico analisamos que elas precisam ser simples para execução e, maleáveis para personalização. No campo de priorização então utilizamos a Matriz GUT, que pode classificar problemas, desvios, grupo de atividades e oportunidades de acordo com sua necessidade. Essa classificação é realizada através dos fatores Gravidade, Urgência e Tendência que são pontuados seguindo a metodologia abaixo:


MATRIZ GUT




Para aplicá-la e definir suas prioridades basta utilizar uma tabela com fórmulas simples de Excel, mas caso você tenha dificuldades em desenvolvê-la entre em contato através do nosso telefone ou e-mail que poderemos disponibilizar a plataforma de forma gratuita para você.


Consegui classificar quais são minhas prioridades, agora o que preciso fazer para implementar ações assertivas e resolver problemas efetivamente?

É necessário agora investigar quais são as causas raízes de seus problemas, ou seja, o que realmente tem bloqueado que seu negócio tenha uma performance melhor do que a atual. Para essa finalidade, aplicamos ferramentas já consagradas historicamente como a técnica japonesa do Diagrama de Ishikawa (chamado também de “espinha de peixe), o método de Qualidade Total para análise de causas denominado Teste dos Porquês e o Teste de Hipóteses que possui embasamento estatístico para tomada de decisão em relação a duas ou mais hipóteses existentes. A aplicabilidade e o nível de profundidade exigido de cada uma dessas ferramentas vai variar de acordo com a complexidade do problema que você precisa resolver ou a ação que deseja implementar na sua empresa. Essas ferramentas são de grande importância pois reduzem o risco de você desperdiçar trabalho implementando ações desnecessárias que não geram resultados e muito menos solucionam seus problemas. Segue abaixo um exemplo de aplicação do Diagrama de Ishikawa, consagrada ferramenta japonesa desenvolvida por Kaoru Ishikawa, em 1943:

DIAGRAMA DE ISHIKAWA





Investiguei e descobri as causas raízes dos meus problemas. Como vou solucioná-las?

Agora é o momento de ir para a ação, a atividade que será responsável por bloquear a causa raiz de um problema ou implementar uma ideia que pode gerar um resultado positivo. Para implementar uma ação de forma estruturada e coordenada é imprescindível que se tenha um plano. No caso da sua causa raiz apresentar uma complexidade que envolva ações que necessitam de investimento financeiro, locais específicos de aplicação, aprovação de partes interessadas dentre outras particularidades, indicamos a implementação da ferramenta de plano de ação 5W2H.  Para iniciar a compreensão da ferramenta, vamos explicar o significado da sigla traduzindo do inglês para o português:

  • What = O que será feito?  
  • Why = Por que será feito? 
  • Where = Onde será feito? 
  • When = Quando será feito? 
  • Who = Quem irá fazer? 
  • How = Como será feito? 
  • How much = Quanto irá custar?

Com as respostas dessas perguntas listadas em um plano, você tem todos as informações necessárias para executar o que precisa ser feito de maneira transparente, organizada e que vai promover uma redução de riscos da ação não ser implementada de maneira correta, fora do prazo ou extrapolando o orçamento previsto. Em casos onde a ação não precisa ter um detalhamento e controle de custos com grande amplitude, recomendamos a utilização de um plano de ação personalizado WBR. Nesse método nós definimos o PROBLEMA a ser resolvido, a CAUSA do problema a ser bloqueada, a AÇÃO a ser executada, o RESPONSÁVEL por executar a ação e o PRAZO previsto para sua finalização. Segue exemplo de aplicação da ferramenta abaixo:

PLANO DE AÇÃO






E os resultados? Realmente vale a pena investir tempo na aplicação dessas ferramentas? 

Não existe uma fórmula ou receita pronta para o sucesso, mas é fato que caso você implemente essas ferramentas no dia a dia do seu negócio, as chances de você alcançar seus objetivos serão muito maiores, seu controle sobre a empresa irá aumentar exponencialmente e a redução dos riscos será evidente. Como sabemos disso? Todas essas ferramentas além de terem sido consagradas historicamente nas bases teóricas de grandes pensadores da área, vivenciamos e participamos de sua implementação em multinacionais que adotam esse sistema de gestão da melhoria contínua. A WBR possui em seu portfólio essas e diversas outras ferramentas que são personalizadas a realidade de cada negócio que atuamos e o mais importante, participamos da implementação delas nas empresas, garantindo que sejam executadas de maneira correta para promover melhores e maiores resultados. 

Ficou alguma dúvida? Gostaria de tentar executar alguma ferramenta de gestão na sua empresa? Todas as ferramentas citadas no texto vamos disponibilizar de maneira gratuita caso você queira testá-la na sua empresa, basta entrar em contato através das nossas mídias digitais, telefone ou e-mail. 


Autor: Luciano Menezes Zákhia Júnior
Revisão: Miguel Gouveia Garcia 

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segunda-feira, 13 de abril de 2020

A importância da padronização dos processos.


Por que devemos padronizar os nossos processos internos? Saiba que padronizar não é o mesmo que engessar processos, e sim, aumentar a eficiência na execução do trabalho.






Normalmente, quando citamos dentro de uma pequena empresa que precisamos padronizar atividades, a primeira reação é bem negativa. É natural que o empresário remeta padronização de processo a um velho termo, ainda utilizado por alguns, que se refere ao engessamento da forma de trabalho. Contudo, a intenção da padronização está ligada ao ganho de eficiência durante as rotinas de trabalho, bem como a garantia de que os processos estão sendo executados com a qualidade da qual se espera.
Para iniciarmos, é interessante que tenhamos definido o conceito de duas palavras: Padronização e Processo. Começando pela padronização: este termo se refere a um conjunto de métodos, sejam de produção, atividade ou serviço que foram descritos de forma com que se maximize a sua eficiência, mantendo todos os padrões de qualidade necessários para a conclusão da atividade. O mesmo deve servir de orientação para todas as vezes que for exigida a execução de tal função. Na sequência, quando falamos em processo, temos que se trata de um conjunto de atividades, passos ou ações que são organizados de forma lógica e que devem ser seguidos para que se consiga atingir um objetivo definido.
Neste artigo, nós iremos apresentar alguns pontos importantes que a padronização de processos pode trazer à sua empresa:

  • AUTOCONHECIMENTO:
Uma empresa que possui documentos de padronização de seus processos está bem a frente dos seus concorrentes, isto significa que a mesma possui o conhecimento da sua cadeia de processos como um todo, ou seja, sabe onde começa e onde termina os seus processos.

  • FACILIDADE DE TREINAMENTO

Dentro de uma empresa é necessária a realização de treinamentos e reciclagem dos colaboradores periodicamente, quando se tem a documentação necessária este trabalho se torna mais produtivo, um processo padronizado e bem definido está ligado diretamente à satisfação pessoal do seu colaborador, logo possui impacto claro na eficiência do mesmo.

  • EFICIÊNCIA

A partir da padronização, que considera a melhor forma de executar tal atividade, entende-se que houve redução de retrabalho, redução de tempo na execução, redução da fadiga do trabalhador e melhoria na qualidade da entrega, através do somatório dos benefícios mostrados chega-se a uma melhora considerável da eficiência.

  • GERENCIAMENTO DE RISCOS

A definição da cada processo também tem como intuito a redução dos riscos dentro da cadeia produtiva, uma vez que se estuda cada subprocessos para definição da padronização é possível enxergar pontos críticos que posteriormente podem trazer riscos para a empresa e atuar de forma preventiva sobre a causa raiz evitando assim possíveis problemas.

  • MAIOR CONTROLE DO PROCESSO

Quando se tem o conhecimento de todos os processos e asseguramos que os mesmos estão padronizados, conseguimos ter um maior controle do que está acontecendo em cada ponto da cadeia. Desta forma a aplicação de KPI’s (Key Performance Indicator) se tornam muito mais confiáveis considerando que a forma de medição estará sempre com os mesmo parâmetros de medição e os resultados não serão afetados por fatores de variação na mensuração.

  • REDUÇÃO DE CUSTOS

Não poderíamos de deixar de citar este ponto, acredito que tão esperados pelos leitores, a padronização dos processos pode trazer resultados financeiros satisfatórios ao empresário. O simples fato de padronizar parâmetros de máquina, quantidade de matéria prima, tempo de execução, já é suficiente para que os resultados apareçam no final do mês. 

Alguns pontos em que a não padronização acrescenta gastos extras ao empresário:

  1.  Consumo excessivo de matéria prima;
  2.  Alteração nos parâmetros dos maquinários;
  3.  Alto índice de retrabalho;
  4.  Alto índice de refugo;
  5.            Consumo demasiado de tempo para execução de determinadas tarefas;

Estes foram alguns dos pontos que consideramos como mais importantes nos quais as padronizações dos processos podem agregar para sua empresa. É válido ressaltar ainda, a importância de o time operacional fazer parte do processo de padronização afinal, eles estão no front da operação e conhecem cada detalhe do processo em estudo, porém, é necessário que haja um consenso entre o time responsável pela confecção do documento de padronização e do time operacional para que se consiga chegar a um procedimento harmonioso para ambas as partes. Digo ainda que o documento não pode ser engessado e deve ser revisado quando se julgar necessário.

Para saber como procedimentar os seus processos, entre em contato através de nossos canais de comunicação.

Autor: Fabiano Nahid Duarte
Revisão: Miguel Gouveia Garcia

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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Gerenciando Crises: Nossa capacidade de superar o impossível!

Como minha empresa pode sobreviver a uma crise mundial? Reflexões e análises administrativas que podem embasar seu processo de tomada de decisão










É fato que vivenciamos um período histórico da humanidade. Em pleno século XXI, quando os olhares de pesquisadores e cientistas estavam voltados ao futuro, buscando inovações tecnológicas que proporcionariam vantagens competitivas às grandes corporações mundiais, somos obrigados a parar tudo e voltar às atenções para um inimigo invisível.
Os impactos negativos que a Covid-19, doença causada pelo Coronavírus, estão provocando no contexto global ainda são incalculáveis. Desde a ameaça de colapso do sistema de saúde até a forte recessão da economia, temos inúmeros fatores que condicionam a uma única estratégia de atenuar a crise em estamos vivenciando: o isolamento social.
Se os efeitos econômicos provenientes desse isolamento impreterivelmente necessário são cada dia mais surpreendentes, dentro da pirâmide econômica, as micro e pequenas empresas serão (e já estão sendo) as mais afetadas. Deste modo, buscamos desenvolver análises e práticas que podem minimizar esses efeitos e assegurar a sobrevivência dessas empresas no mercado, enfrentando com muita perseverança esta grande turbulência:

  • 1º Passo: Buscar o equilíbrio, fugir do amadorismo e focar no aprendizado que poderá ser absorvido com todas as dificuldades e problemas enfrentados. Sabemos que não é fácil: os fornecedores estão cobrando o boleto atrasado, a ansiedade de saber se terá dinheiro em caixa para pagar os funcionários e aluguel está te consumindo e começa a passar um filme na sua cabeça de que você terá que fechar as portas e decretar falência. Todos esses problemas (e vários outros) são reais e estão assombrando a grande maioria dos empreendedores, porém, o que vai, inicialmente, separar aqueles que irão sobreviver daqueles que ficarão pelo caminho, será a forma como o empresário vai enfrentar esses problemas. Mais do que nunca, agora o momento é de focar nas soluções, analisando todos os recursos ainda que escassos, disponíveis, e extrair o máximo possível deles. Para isso, é imprescindível que a base seja profissionalizar sua gestão, não se desesperar e extinguir qualquer tipo de amadorismo que possa existir na sua empresa.
  • 2º Passo: Implementar ações coordenadas que vão garantir seu fluxo de caixa para os próximos 90 dias, mas que asseguram sua sustentabilidade também no longo prazo. Como fazer isso? Desenvolva um Planejamento Financeiro com projeções de curto, médio e longo prazo em diferentes cenários que podem vir a ocorrer, e o mais importante: tenha um plano de respostas para cada hipótese identificada. Esta ação minimizará os riscos de que você entre em uma situação financeira sem volta. A partir deste planejamento financeiro, alinhado a um plano de ação, é possível identificar se é necessário ou não buscar meios de captação de capital externo. Caso seja necessário, a análise posterior buscará qual condição de empréstimo, financiamento ou crédito será viável para o seu negócio de acordo com o seu planejamento, avaliando taxas de juros, prazos e formas de pagamento no longo prazo. A princípio, quanto mais extenso for o prazo de carência para início do pagamento das parcelas, melhor, desde que a taxa de juros não exceda o limite previsto na sua projeção financeira e você identifique que após a normalização do mercado, suas vendas consigam atingir um ponto de equilíbrio, para não depender de empréstimos futuros.
  • 3º Passo: Manter a proximidade com seus clientes, inovando no seu relacionamento com eles, traçando estratégias promocionais e superando as expectativas que eles têm em relação ao seu produto ou serviço. A tendência é que o mercado afunile ainda mais a competitividade entre as empresas, dessa forma, é extremamente importante que você estabeleça uma relação de confiança com seus clientes, implementando práticas personalizadas para eles, como: melhoria do produto, entrega de brindes, promoções, cartões de fidelidade, cartas escritas à mão para clientes especiais, dentre outras ações que vão impressionar seu público alvo. Durante este momento, uma pergunta importante a ser feita é: “Como minha empresa será lembrada após tudo isso passar?”.
  • 4º Passo: Ficar atento às medidas emergenciais do governo que podem ajudar a sustentabilidade financeira do seu negócio e cobrar que seu contador esteja alinhado às possibilidades que irão permitir o pagamento de impostos, encargos e aquisição de benefícios de maneira saudável para os próximos meses. A instrução não é parar e aguardar que o estado resolva todos os seus problemas, mas sim estar atualizado sobre como essas medidas podem favorecer sua empresa.
  • 5º Passo: Ter resiliência para contornar os problemas e ser otimista, visto que como em todas as outras crises, esta também irá passar. Não desanime, mantenha-se firme, para que sua equipe não fique abalada pelo seu medo, mesmo que tudo ao seu redor conspire para que você desista. Nesse momento, o papel de liderança se mostra ainda mais decisivo para que suas operações garantam um bom funcionamento de suas atividades, bem como a qualidade de seus produtos ou serviços.


É importante ressaltar, que todos esses passos não precisam necessariamente seguir a ordem cronológica apresentada, são ações inter-relacionadas e devem ser adaptadas a sua realidade, de forma com que você priorize as principais necessidades no momento. O nível de adaptabilidade às circunstâncias que observamos na atual conjuntura socioeconômica terá papel fundamental para passarmos juntos por mais um momento difícil enfrentado por toda humanidade. Acreditamos e confiamos nos micro e pequenos empreendimentos, afinal, nós sempre nos definimos pela capacidade de superar o impossível.


Autor: Luciano Menezes Zákhia Júnior
Revisão: Miguel Gouveia Garcia

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